Memória e Informação
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<p class="normal">O periódico eletrônico <strong>Memória e Informação</strong> é uma publicação científica interdisciplinar da área de Arquivologia, Biblioteconomia, Ciência da Informação, Humanidades Digitais, Memória Social, Museologia, Preservação Arquitetônica, Preservação e Conservação de documentos. Sua missão é contribuir para a divulgação de pesquisas inéditas, análises teóricas, casos práticos de gestão e notas técnicas que possibilitem subsidiar a reflexão acadêmica e a prática profissional sobre iniciativas sustentáveis em organizações privadas, públicas e da sociedade em geral.</p> <p class="normal">Público: pesquisadores, técnicos, estudantes e público em geral que se interessem pelas áreas abrangidas pelo periódico.</p> <p> </p>pt-BRMemória e Informação2594-7095<p>O periódico se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. As provas finais não serão enviadas aos autores.</p> <p>Os direitos autorais dos trabalhos publicados permanecem com os(as) autores(as), que concedem à revista o direito de publicar o texto de acordo com a licença aberta adotada pelo periódico (CC-BY) Atribuição 4.0 Internacional. Os originais não serão devolvidos aos autores. As opiniões emitidas pelo autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.</p> <p>A revista Memória e Informação adota a licença CC-BY como padrão de acesso aberto.</p>Memória e Informação
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<p><strong>Memória e Informação em nova versão</strong></p> <p><em>Memória e Informação in a new version</em></p> <p><em> </em></p> <p>É com muito entusiasmo que apresentamos mais uma edição de <em>Memória e Informação</em>. Desta vez com algumas novidades e, sobretudo, uma nova dinâmica. A partir de agora nossas publicações terão fluxo contínuo, ou seja, vamos publicar os artigos logo após o processo de seleção e de revisão. Nossa intenção é dar mais agilidade ao processo editorial, acompanhar os avanços e práticas no uso das novas tecnologias e, ao mesmo tempo, continuar disponibilizando informação de excelência ao público leitor.</p> <p>Lembramos que o periódico eletrônico <em>Memória e Informação</em> foi criado em 2017 pela Fundação Casa de Rui Barbos durante o II Seminário de Tecnologia e Cultura. A criação de uma revista científica tinha como objetivo estabelecer um novo canal de informação e conhecimento a fim de beneficiar a comunidade de pesquisadores. Nesses quase dez anos de existência, a publicação procurou seguir a missão de contribuir para a divulgação de pesquisas inéditas, análises teóricas, casos práticos de gestão e notas técnicas afim de subsidiar a reflexão acadêmica e a prática profissional sobre iniciativas sustentáveis em organizações privadas, públicas e da sociedade em geral.</p> <p>Em 2025 alcançamos mais um reconhecimento desse trabalho ao atingirmos a classificação A4 na avaliação quadrienal (2021-2024) Qualis/Capes. Mais uma prova de que os nossos objetivos e nossa missão vêm sendo atingidos. Aproveitamos então para agradecer à equipe editorial, à Fundação Casa de Rui Barbosa e, principalmente aos pesquisadores e autores que submeteram os artigos e confiaram na revista como canal qualificado para a publicação de seus trabalhos.</p> <p>Esta edição de 2026 começa com cinco artigos. O primeiro, <em>Conectando saberes: pesquisa e prática nas estratégias para a gestão de acervos universitários</em>, de Yasmin Correa e Jéssica Lima. Nele a autora fala sobre políticas de gestão e curadoria para a preservação, organização e acessibilidade dos acervos museológicos universitários. Além disso, apresenta os resultados de pesquisa realizada no âmbito do Programa de Extensão Rede de Coleções e Museus da Universidade Federal do Pará, que desenvolve atividades voltadas à gestão de acervos universitários.</p> <p>Na sequência, o artigo <em>Núcleo de prática jurídica como lugar de memória: estudo de caso da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia</em> trata da interdisciplinaridade entre direito, memória, ensino e geografia e aponta o Núcleo de Prática Jurídica da universidade como representação de um “lugar de memória”, em suas dimensões simbólica, material e funcional.</p> <p>No terceiro artigo, <em>Os territórios entre arquivos e memórias são movediços e têm história: memória institucional e práticas documentais em ambientes organizacionais</em>, a autora Eliana Almeida de Souza Rezende analisa historicamente a constituição das fronteiras entre História, Arquivo e Memória no Brasil contemporâneo, tomando como eixo a emergência dos centros de documentação durante o processo de redemocratização e seus desdobramentos nas práticas institucionais atuais.</p> <p>Em <em>Literatura de cordel, memória cultural e educação infantil: reflexões a partir do I Congresso Internacional e II Congresso Brasileiro de Literatura de Cordel</em>, os autores tratam de práticas pedagógicas que interligam tecnologias digitais e literatura de cordel no âmbito da Educação Infantil. Analisam a presença da infância nas discussões acadêmicas acerca da literatura de cordel, com base na apresentação “Entre tradição e inovação: um relato de experiência sobre a integração da literatura de cordel e tecnologias digitais na educação infantil”.</p> <p>A seguir Elisabete Goncalves de Souza e Samuel Wagner da Silva Crespo apresentam o artigo <em>Roma Antiga: as bibliotecas como símbolo de saber e poder</em>. O trabalho descreve a formação das bibliotecas da Roma Antiga, os tipos, a organização do acervo, as instalações, o público e as funções na sociedade.</p> <p> </p> <p>Boa leitura a todos!</p> <p> </p> <p>Ana Ligia Medeiros</p> <p>Adriana Mesquita Figueiredo</p>Ana Lígia MedeirosAdriana Mesquita Figueiredo
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2026-06-122026-06-1210iiiConectando saberes
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<p>As políticas de gestão e curadoria são essenciais para a preservação, organização e acessibilidade dos acervos museológicos universitários, garantindo sua sustentabilidade acadêmica e social. Este artigo apresenta os resultados da pesquisa realizada no âmbito do Programa de Extensão Rede de Coleções e Museus da Universidade Federal do Pará, que desenvolve atividades voltadas à gestão de acervos universitários. O estudo, conduzido em 2024, teve como objetivo mapear e compreender as definições e práticas de gestão, além de contribuir para a sustentabilidade desses acervos, promovendo sua valorização no contexto da UFPA. Para isso, utilizou-se pesquisa bibliográfica aliada à criação de uma ferramenta para diagnóstico qualitativo e quantitativo das coleções. A análise revelou que as políticas de gestão estão diretamente vinculadas à missão dos museus e à necessidade de estabelecer diretrizes institucionais que orientem as equipes nos protocolos de preservação. Além disso, a disponibilização dessas informações ao público favorece a transparência e o reconhecimento da importância dos acervos. Como principal resultado, a pesquisa comprovou teoricamente a eficácia da ferramenta de diagnóstico desenvolvida pela Rede da UFPA, destacando sua relevância para a gestão e sustentabilidade dos acervos universitários.</p> <p> </p>Yasmin Corrêa CoelhoJéssica Tarine Moitinho de Lima
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2026-06-122026-06-1210120Núcleo de prática jurídica como lugar de memória
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<p>O presente trabalho tem como finalidade central apresentar a interlocução entre o trabalho desenvolvido pelo historiador francês Pierre Nora com as práticas educacionais e assistenciais realizadas pelas Instituições de Ensino Superior no espaço físico denominado de Núcleo de Práticas Jurídica (NPJ). Nesse sentido, busca-se responder à seguinte questão problema: “Em que medida o Núcleo de Prática Jurídica pode ser compreendido como um dispositivo institucional de produção e preservação de memória coletiva no campo do ensino jurídico e do acesso à justiça?”. Para que fosse possível chegar a uma resposta, a pesquisa adotou como metodologia o estudo de caso do Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus Vitória da Conquista/BA, valendo-se da pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, através do método dedutivo, tendo como aporte teórico principal o artigo: “Entre Memória e História: A Problemática dos Lugares” de autoria de Pierre Nora, com tradução realizada por Yara Aun Khoury. Por meio do levantamento realizado, em interdisciplinaridade entre direito, memória, ensino e geografia identificou-se que o ambiente denominado de Núcleo de Prática Jurídica representa de maneira fidedigna um “lugar de memória”, em suas dimensões simbólica, material e funcional, tendo em vista o seu significado, a sua representatividade e a memória coletiva da sociedade de Vitória da Conquista/BA dos assistidos que usufruíram dos seus serviços jurídicos gratuitos e dos alunos que realizaram a sua formação prática no NPJ.</p>Ana Carolina Silva e SantosAntônio Leandro Fagundes SarnoCláudio Oliveira de CarvalhoMaria Soledade Soares Cruzes
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2026-06-122026-06-12102237Os territórios entre arquivos e memórias são movediços e têm história
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<p>O artigo analisa historicamente a constituição das fronteiras entre História, Arquivo e Memória no Brasil contemporâneo, tomando como eixo a emergência dos centros de documentação durante o processo de redemocratização e seus desdobramentos nas práticas institucionais atuais. Argumenta-se que a expansão dos projetos de memória institucional produziu aproximações conceituais entre memória social, memória organizacional e arquivo, frequentemente responsáveis por deslocamentos metodológicos na organização documental e na interpretação histórica. A partir do diálogo entre historiografia e teoria arquivística, demonstra-se que o arquivo permanente resulta do fluxo orgânico dos documentos e da gestão documental ao longo do ciclo de vida dos registros, não podendo ser constituído retrospectivamente por decisões narrativas. O texto discute ainda os impactos dessa distinção para centros de documentação e projetos de memória institucional, defendendo que sua consistência depende da articulação entre preservação documental, pesquisa histórica e mediação cultural, condição que permite transformar documentação preservada em conhecimento socialmente compartilhado.<br><br></p>Eliana Almeida de Souza Rezende
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2026-06-122026-06-12103855Literatura de cordel, memória cultural e educação infantil
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<p>O artigo analisa a presença da infância nas discussões acadêmicas acerca da literatura de cordel, amparando-se na comunicação “Entre tradição e inovação: um relato de experiência sobre a integração da literatura de cordel e tecnologias digitais na educação infantil”, apresentada no I Congresso Internacional e II Congresso Brasileiro de Literatura de Cordel, ocorrido na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Com abordagem qualitativa e relato de experiência, investiga práticas pedagógicas que integram literatura de cordel e tecnologias digitais no âmbito da Educação Infantil, destacando seu potencial formativo na oralidade, expressão infantil e na transmissão de memória cultural.</p>Maria Abreu da Silva Oliveira LimaMaria Dalva de Souza FigueiredoVeronica Eloi de Almeida
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2026-06-122026-06-12105670Roma Antiga
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<p>O presente trabalho descreve a formação das bibliotecas da Roma Antiga, os tipos, a organização do acervo, as instalações, o público e as funções na sociedade. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica. Reuniu-se informações produzidas sobre o assunto por historiadores, já que são poucas as evidências materiais da existência dessas bibliotecas, sendo as informações encontradas nas produções de filósofos, poetas, escritores e juristas que viveram a República e o Império em Roma. Centra-se em dois tipos de bibliotecas: as privadas e as públicas. Como exemplos de bibliotecas privadas menciona a Biblioteca de Lúculo e a Vila dos Papiros, em Herculano. Destaca as bibliotecas públicas instaladas na cidade de Roma, como as Bibliotecas do Átrio da Liberdade e a do Fórum de Trajano. Conclui-se que as bibliotecas em Roma Antiga tiveram função política (expressão do poder do Estado) e intelectual ao proporcionar obras para estudo e pesquisa para o proprietário, seus próximos, sábios e estudantes. As bibliotecas privadas localizadas nas villaes, como a Biblioteca em Herculano, eram também lugares de lazer e de descanso, permitindo o nobre romano experimentar o otium, expressão usada para descrever o estilo de vida da aristocracia, que privilegiava o lazer intelectual e os interesses artísticos e culturais. As bibliotecas públicas estavam atreladas aos projetos políticos e ideológicos de seus mantenedores, que se preocupavam em colecionar e dar visibilidade à história do Império, impulsionar a literatura latina e consolidar cânones literários para servir de modelos para a posteridade.</p> <p> </p>Samuel Wagner da Silva CrespoElisabete Gonçalves de Souza
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2026-06-122026-06-12107192