O silêncio da Irmandade de Nossa Senhora dos Desvalidos e o manuscrito revelador
A salvaguarda de um patrimônio documental baiano
Resumo
A preservação do patrimônio documental no Brasil é um assunto sensível, mas que precisa estar sempre na pauta. Um conjunto grande de acervos vai se perdendo e, com eles, muitas vezes os últimos ou o único registro de uma história. Este artigo dá notícias acerca da Irmandade dos Desvalidos, localizada na Província da Bahia, no século 19, uma instituição fundada por negros libertos e com trabalho de ganho, e o suposto encerramento de suas atividades, buscando ressignificá-la historicamente. As informações foram obtidas a partir da recuperação documental e da transcrição que foram ações decisivas para se contar a história da instituição. Neste estudo, buscamos não apenas narrar os acontecimentos ocorridos e descobertos em dois objetos distintos sobre a Irmandade, mas também mostrar todo o trabalho feito para a recuperação do segundo manuscrito, que traz as informações decisivas e reveladoras sobre suas atividades. Apresenta-se, ainda, a sua descrição material e paleográfica, que compreendem duas outras formas de preservação, pois, uma vez que amplia o acesso ao conteúdo, recupera práticas e personagens, além de favorecer também o processo de educação patrimonial.
O periódico se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. As provas finais não serão enviadas aos autores.
Os direitos autorais dos trabalhos publicados permanecem com os(as) autores(as), que concedem à revista o direito de publicar o texto de acordo com a licença aberta adotada pelo periódico (CC-BY) Atribuição 4.0 Internacional. Os originais não serão devolvidos aos autores. As opiniões emitidas pelo autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.
A revista Memória e Informação adota a licença CC-BY como padrão de acesso aberto.