Memória e Informação

páginas iniciais

  • Ana Lígia Medeiros
  • Adriana Mesquita Figueiredo Fundação Casa de Rui Barbosa
Palavras-chave: Ciência da informação, Cultura, Patrimônio, Preservação, Literatura de cordel, Divulgação científica

Resumo

Pontos de vista sobre memória, patrimônio e ciência da informação

Viewpoints on memory, heritage, and information Science

É com alegria e algumas novidades que lançamos mais uma edição de Memória e Informação. Temos muito que comemorar! Prestes a celebrar uma década, o periódico alcançou a classificação A4 na avaliação Qualis Caps. Um reconhecimento importante que nos enche de orgulho e comprova o nosso compromisso na divulgação de trabalhos de excelência, frutos de pesquisas que contribuem sobremaneira para a disseminação do conhecimento em áreas como: ciência da informação, cultura, patrimônio, biblioteconomia entre outras.

Outra novidade é que a partir do próximo número nossa revista eletrônica vai começar a circular em fluxo contínuo, garantindo mais dinamismo e agilidade ao sistema de publicação, oferecendo mais oportunidade para os autores divulgarem seus trabalhos.

Esta edição, Memória Informação começa com o artigo Literatura de Cordel e Lugares de Memória. Nele a autora provoca uma reflexão sobre como a memória colabora para a preservação, a divulgação e o fomento da literatura de cordel, tendo como foco de estudo as instituições ligadas e esse fazer artístico, operando como lugares de memória.

Em seguida, Cláudia Rangel e Alfredo Luiz Suppia apresentam a trajetória do artista Ciro Fernandes e sua contribuição para a arte da xilogravura e, consequentemente, para a literatura de cordel e a cultura nacional. O trabalho foi desenvolvido a partir de entrevistas semi-estruturadas realizadas para o documentário Ciro Fernandes: matrizes da memória (2025).

No terceiro artigo, Camila Oliveira e Carina Kaiser analisam a relação entre patrimônio e turismo, amparadas em exemplos como a Igreja e o Convento Dominicano de Santa Maria dele Grazie e A Última Ceia, obra de Leonardo da Vinci, localizadas em Milão, na Itália. O estudo aponta os impactos positivos e negativos do turismo nos ambientes em que se encontram tais bens, assim como a importância de preservá-los.

Prosseguindo nos temas patrimônio e preservação, o artigo de Milena Freitas traz o Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu como um exemplo de patrimônio natural, destacando a sua importância no contexto da preservação ambiental e cultural, tendo como fundamentação as cartas patrimoniais internacionais e nacionais, além das legislações federais e municipais.

Em Do passado ao presente: os esforços para resgatar a área da conservação na memória institucional do APERJ, as autoras avaliam os impactos gerados pelas várias mudanças de sede, pela falta de infraestrutura e de planejamento na manutenção e conservação do acervo do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o estudo, a instituição precisa criar diretrizes para o enriquecimento e preservação de sua memória institucional.

O penúltimo artigo apresenta as primeiras ações do projeto de pesquisa: Descrição do acervo bibliográfico de pós-graduação e espaços de memória da Fundação Casa de Rui Barbosa. O projeto tem como objetivo aprimorar as descrições do acervo bibliográfico do Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos (FCRB/PPGMA). A pesquisa inclui análise documental e de metadados, avaliação dos registros bibliográficos da base de dados do PPGMA, além elaboração de um manual para catalogação.

Fechando a edição, a professora Ana Paula Lima dos Santos fala sobre os desafios que os repositórios digitais enfrentam para cumprirem seu papel fundamental na disseminação do conhecimento científico, em especial, nas instituições de ensino e de pesquisa. Trata ainda da necessidade que os repositórios têm de seguir os princípios norteadores de acessibilidade informacional, a fim de garantir também o acesso à informação por pessoas portadoras de necessidades especiais. Nesse contexto, apresenta a Rede Rebeca como instrumento relevante na gestão da informação nas bibliotecas, visto esse sistema oferece infraestrutura colaborativa de compartilhamento de conteúdos informacionais acessíveis.

 

Biografia do Autor

Ana Lígia Medeiros

Doutora e Mestre em Ciência da Informacão pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em convênio com o IBICT. Bibliotecária formada pela UNIRIO e Arquivista provisionada. Diretora do Centro de Memória e Informação, da Fundação Casa de Rui Barbosa. Foi Diretora do Centro de Coleções e Serviços ao Leitor/CCSL, da Fundação Biblioteca Nacional.Foi Superintendente de Bibliotecas do Estado do Rio de Janeiro (2004-2009) Dirigiu a Biblioteca do Estado do Rio de Janeiro e foi Diretora do Departamento de Bibliotecas (1987- 2000). Chefe da Biblioteca Mário Hentique Simonsen, da Fundação Getúlio Vargas (2000-2001) Presidente da Comissão de Digitalização da Fundação Biblioteca Nacional (2001-2002). Foi Vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Foi membro do Conselho Diretor da Fundação Nacional do livro Infantil e Juvenil. Funcionária concursada da Fundação Casa de Rui Barbosa. Possui diversos trabalhos publicados. Escreveu o livro de contos Persona.Tem experiência na área de Planejamento, implantação e gestão de Bibliotecas e de Redes, Organização de Eventos, Pesquisa em Biblioteconomia e Bibliotecas Digitais. (Fonte: Plataforma Lattes)

Adriana Mesquita Figueiredo, Fundação Casa de Rui Barbosa

Mestre em Memória e Acervos pelo Programa de Pós-graduação em Memória e Acervos da Fundação Casa de Rui Barbosa. Bolsista da Fundação Casa de Rui Barbosa. Especialista em Língua Inglesa pela PUC-Rio. Graduação em Comunicação Social (Jornalismo) e Letras (Português/Inglês). Professora das redes Estadual e Municipal de Ensino.

Publicado
2026-03-04
Como Citar
Medeiros, A. L., & Figueiredo, A. M. (2026). Memória e Informação. Memória E Informação, 9(2), i-ii. Recuperado de https://memoriaeinformacao.casaruibarbosa.gov.br/index.php/fcrb/article/view/304
Seção
PÁGINAS INICIAIS