Roma Antiga
as bibliotecas como símbolo de saber e poder
Resumo
O presente trabalho descreve a formação das bibliotecas da Roma Antiga, os tipos, a organização do acervo, as instalações, o público e as funções na sociedade. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica. Reuniu-se informações produzidas sobre o assunto por historiadores, já que são poucas as evidências materiais da existência dessas bibliotecas, sendo as informações encontradas nas produções de filósofos, poetas, escritores e juristas que viveram a República e o Império em Roma. Centra-se em dois tipos de bibliotecas: as privadas e as públicas. Como exemplos de bibliotecas privadas menciona a Biblioteca de Lúculo e a Vila dos Papiros, em Herculano. Destaca as bibliotecas públicas instaladas na cidade de Roma, como as Bibliotecas do Átrio da Liberdade e a do Fórum de Trajano. Conclui-se que as bibliotecas em Roma Antiga tiveram função política (expressão do poder do Estado) e intelectual ao proporcionar obras para estudo e pesquisa para o proprietário, seus próximos, sábios e estudantes. As bibliotecas privadas localizadas nas villaes, como a Biblioteca em Herculano, eram também lugares de lazer e de descanso, permitindo o nobre romano experimentar o otium, expressão usada para descrever o estilo de vida da aristocracia, que privilegiava o lazer intelectual e os interesses artísticos e culturais. As bibliotecas públicas estavam atreladas aos projetos políticos e ideológicos de seus mantenedores, que se preocupavam em colecionar e dar visibilidade à história do Império, impulsionar a literatura latina e consolidar cânones literários para servir de modelos para a posteridade.
Copyright (c) 2026 Samuel Wagner da Silva Crespo, Elisabete Gonçalves de Souza

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