Núcleo de prática jurídica como lugar de memória

estudo de caso da Universidade Estadual Do Sudoeste Da Bahia

  • Ana Carolina Silva e Santos Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Antônio Leandro Fagundes Sarno Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Cláudio Oliveira de Carvalho Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Maria Soledade Soares Cruzes Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Palavras-chave: núcleo de prática jurídica, memória, lugar de memória, Pierre Nora

Resumo

O presente trabalho tem como finalidade central apresentar a interlocução entre o trabalho desenvolvido pelo historiador francês Pierre Nora com as práticas educacionais e assistenciais realizadas pelas Instituições de Ensino Superior no espaço físico denominado de Núcleo de Práticas Jurídica (NPJ). Nesse sentido, busca-se responder à seguinte questão problema: “Em que medida o Núcleo de Prática Jurídica pode ser compreendido como um dispositivo institucional de produção e preservação de memória coletiva no campo do ensino jurídico e do acesso à justiça?”. Para que fosse possível chegar a uma resposta, a pesquisa adotou como metodologia o estudo de caso do Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus Vitória da Conquista/BA, valendo-se da pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, através do método dedutivo, tendo como aporte teórico principal o artigo: “Entre Memória e História: A Problemática dos Lugares” de autoria de Pierre Nora, com tradução realizada por Yara Aun Khoury. Por meio do levantamento realizado, em interdisciplinaridade entre direito, memória, ensino e geografia identificou-se que o ambiente denominado de Núcleo de Prática Jurídica representa de maneira fidedigna um “lugar de memória”, em suas dimensões simbólica, material e funcional, tendo em vista o seu significado, a sua representatividade e a memória coletiva da sociedade de Vitória da Conquista/BA dos assistidos que usufruíram dos seus serviços jurídicos gratuitos e dos alunos que realizaram a sua formação prática no NPJ.

Biografia do Autor

Ana Carolina Silva e Santos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Direito – Mestrado das Universidades Estaduais da Bahia (PPGD/UEBAS). Especialista em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Especialista em Direito Processual Civil Aplicado pela EBRADI.

Antônio Leandro Fagundes Sarno, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Direito – Mestrado das Universidades Estaduais da Bahia (PPGD/UEBAS). Especialista em Gestão Pública Municipal (UESB, 2022), Direito Eleitoral e Docência no Ensino Superior (Educamais, 2021), Direito Trabalhista e Previdenciário (UNOPAR, 2018) e Direito Público com ênfase em Licitações e Contratos (FAEL, 2017).

Cláudio Oliveira de Carvalho, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Doutor em Desenvolvimento e Planejamento Urbano pela Universidade de Salvador. Mestre em Direito pela Universidade Católica de Santos. Professor orientador. Docente do Programa de Pós-Graduação em Direito – Mestrado das Universidades Estaduais da Bahia (PPGD/UEBAS).   

Maria Soledade Soares Cruzes, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Doutora em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mestra em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora orientadora. Docente do Programa de Pós-Graduação em Direito – Mestrado das Universidades Estaduais da Bahia (PPGD/UEBAS).   

Publicado
2026-06-12
Como Citar
Santos, A. C. S. e, Sarno, A. L. F., Carvalho, C. O. de, & Cruzes, M. S. S. (2026). Núcleo de prática jurídica como lugar de memória. Memória E Informação, 10, 22-37. Recuperado de https://memoriaeinformacao.casaruibarbosa.gov.br/index.php/fcrb/article/view/317